ADEUS, 2013
Consequence of Sound;
NPR Music; Sterogum; Pitchfork; NME; Uncut; Mojo; Rolling Stone; Q; Paste; Bizz (agora na web, viva) etc. Não pensem que não vi e
ouvi outras listas com o melhor da música esse ano. Só que, ao contrário dessas
listas, geralmente organizadas em torno de alguns gêneros bem próximos, a minha
parte para a diversidade que tem caracterizado o THE BEST OF desde a sua
primeira edição, em 2006. Aí está ela: as 20 músicas que, para mim, merecem
estar no THE BEST OF 2013.
1 - EVERYDAYS (2013
REMIX) - Buffalo Springfield
Quase
sempre coloco entre os melhores do ano alguma reedição. Dessa vez, minha
escolha ficou com uma faixa de 1967, relançada, remixada, remasterizada esse
ano. É uma música de Buffalo Springfield
Again, segundo disco da banda, que saiu no monumental boxset Carry On, de Stephen Stills. A faixa prova que
Stills é um supermúsico, multi-instrumentista, compositor, cantor, produtor
absolutamente visionário. Apesar de ter ajudado a criar o folk rock e o country rock,
além de ter formado o Crosby, Stills, Nash & Young e o Manassas, ele já trazia
o jazz para o rock (em 67?). E é
Steve quem toca piano na faixa, além de cantar. Surpreendente. Arrebatador.
Revolucionário.
2 – CECIL TAYLOR –
Jonathan Wilson
Segundo
disco de Wilson, Fanfare, que
continua em algum lugar da Califórnia na passagem dos anos 60 para os 70 entre
cantores-compositores de Laurel Canyon. A conexão com a faixa anterior é clara:
David Crosby e Graham Nash (CSN&Y) fazem os vocais principais e as
harmonias. Wilson toca quase tudo. A propósito, o grande Crosby lança disco em
janeiro próximo, o primeiro depois de mais de 20 anos.
3 – ACHAKA ACHAIL
AYNAIAN DAGHCHILAN – Tamikrest
Música
tuaregue. Resistência, hipnose, guitarras, guitarras e mais guitarras.
4 – UM A ZERO –
Hamilton de Holanda e Winton Marsalis
Winton
Marsalis tocando Pixinguinha. Precisa mais ?
5 – GET LUCKY – Daft
Punk
Tudo
já foi dito em post anterior no blog.
Incontornável. Fantástica.
6 – WHITE CHERRY –
Laura Veirs
Quando
você pensa que ela já deu tudo, vem esse Warp
& Weft.
7 – THE STARS (ARE
OUT TONIGHT) – David Bowie
Nem
é a melhor música de um disco em que sobressaem as baladas, mas é ótima e
combinou perfeitamente na sequência da playlist.
8 – BIG LOVE –
Matthew E. White
Assim
como Jonathan Wilson, Iron & Wine, Bon Iver e outros, White é um daqueles músicos completos que tocam
tudo, escrevem, compõem, têm estúdio próprio e produzem. Algumas das melhores
coisas que você escuta hoje vêm dessa combinação. Novidade em um mercado indie repleto de opções e com poucas
coisas realmente notáveis.
9 – RIDE MY ARROW –
Bill Callahan
Disco
do ano em algumas publicações citadas no início do post, com toda justiça.
10 – THE FACE I LOVE
(Seu Encanto) – Ao vivo – Marcos Valle, Stacey Kent e Jim Tomlinson
Esperei
anos até poder incluir Marcos Valle em uma lista dessas, ao lado de Stacey e
seu marido Jim (sax). O único músico brasileiro que começou com a Bossa Nova,
passou pelo ranço da MPB, foi sambalanço, black,
jazz, instrumental, pop, eletrônico, sem nunca perder o viço
e o charme. Gênio.
11- THE DESERT
BABBLER – Iron & Wine
Sam Bean é o nome por trás do
I&W, que acompanho desde o primeiro disco lá em 2002, mas jamais pensei que
um dia sairia cantando e assobiando uma de suas músicas. Brilhante.
12 – STUPID THINGS –
Yo La Tengo
Eles
voltaram com Fade, disco lançado nos primeiros
dias desse ano. Nenhuma surpresa: continuam ótimos como sempre – ou até
melhores.
13 – LOUCOS DE CARA –
Vitor Ramil
Melhor
disco brasileiro do ano, Foi no Mês que
Vem só saiu graças a uma ação de financiamento coletivo pela internet. O
projeto rendeu um álbum duplo com uma coletânea de Ramil em que todas as
músicas foram rearranjadas, songbook,
projeto gráfico etc. O genial bardo solitário da Estética do Frio mostrou que é
um dos melhores compositores brasileiros dos últimos 30 anos.
14 – BILLY – Prefab
Sprout
Mais
uma vez, a chance de incluir Prefab
Sprout entre os melhores do ano – e sobre isso não restam dúvidas. Não é a
banda, mas o trabalho quase solitário do dono da banda, Paddy McAloon, que está
quase cego. Pop perfeito.
15 – WICHITA LINEMAN
– Glen Campbell
O
homem que imortalizou essa maravilha décadas atrás resolveu gravar um disco
esse ano com algumas de suas melhores músicas. Sorte nossa.
16 – THIS WEIGHT –
Midlake
Mais
lo-fi, agora de Austin (Texas). Faixa
de Antiphon, quarto disco da banda.
Alguém já disse, está no Wikipedia, que a música do Midlake, sua mistura de cordas e melodias lentas, tem o poder de
transportar o ouvinte a uma época em que álbuns tinham o poder de fortalecer e
curar.
17 – ELEPHANT – Jason
Isbell
Apesar
de fazer parte do Drive-By Truckers,
desde 2007 tem também uma carreira paralela, que apareceu mesmo com Southeastern, seu quarto trabalho solo.
No ano passado, abriu vários shows de Ryan
Adams na Europa. Faz todo o sentido. A faixa é tão boa quanto algumas das
melhores de Adams.
18 – VICTIM OF LOVE –
Charles Bradley
Veterano.
Tem história e, consequentemente, tudo para fazer soul music como se fazia nos anos 60.
19 – LIQUID SPIRIT –
Gregory Porter
Como
disse a Folha de São Paulo hoje, “voz em ascensão no jazz”. Se apresenta na
próxima terça-feira, em São Paulo, mas você pode conhecê-lo antes aqui.
20 – GOODBYE, GOODBYE
– Billy Bragg
Mais
um bardo, agora inglês, que fecha a lista como essa maravilha de canção que
também encerra Tooth & Nail – já
entre os melhores muitos discos de Bragg.
Agora é com vocês.
Ouçam. Gostem. Desgostem. Ponderem. Comentem no blog. Façam o que quiserem, mas
tenham todos um ótimo começo de ano.
A magnífica foto da
capa da setlist foi um flagrante captado por um dos fotógrafos do STF. Infelizmente,
não consegui o crédito, mas fez história.




